O pecado em São João Calábria


Pe. João Calábria sempre temeu e desejou viver longe do pecado. Sabia que o grande mal da humanidade, das famílias era o pecado e suas conseqüências são terríveis para a vida presente e para a eternidade. Vejamos nos pequenos trechos de suas cartas o que ele, na sua sabedoria escreveu sobre o pecado:
“Só o pecado é que pode arruinar a Obra (a Congregação). Ah, queridos, detestemos os nossos pecados, proponhamo-nos seriamente de recomeçar uma vida de verdadeiros cristãos, religiosos e não duvidemos um só instante do auxílio da divina Providência!” (CARTA III aos religiosos. 19 de março de 1933).
“De uma coisa só eu tenho medo e que pode acabar com a Obra: não viver segundo o espírito puro e genuíno, e o pecado. Só isso; tudo o mais contribuirá para que se cumpram os grandes, divinos desígnios”(CARTA XXXII      aos religiosos. Santa Quaresma, 1943).
“O pecado, hoje, não é mais pecado: é justificado; portanto, nenhum arrependimento, nenhum compromisso em mudar de vida. Isso, meus queridos, deve acabar” (CARTA XXXVIII aos religiosos. 25 de julho de 1944).
“Irmãos, Deus nos chama, continuamente nos chama. Quando vejo e ouço essas armas de guerra, semeadoras de destruição e de morte, tenho a impressão de ouvir a voz de Deus criador gritando a nós: “Chega, chega, chega de pecados! Vida verdadeiramente cristã no pleno sentido da palavra!” (CARTA XL       aos religiosos. Domingo de Ramos, 25 de março de 1945).
“Satanás está furioso, não quer a Obra, e lançará mão de todos os meios para destruí-la, se for possível. Como lhes disse, todavia, eu não temo inimigos externos. Aliás, as lutas, as contradições que vêm de fora servirão para consolidar-nos ainda mais. De uma só coisa eu tenho medo: do pecado. Tenho medo que o demônio procure e encontre auxiliares em alguns de nós. Meu Deus, que ruína isso seria! E que destino teriam os que profanassem a Casa de Deus com o pecado e se unissem ao demônio para prejudicar a Obra!”(CARTA LII aos religiosos. Santos Exercícios espirituais, 1947).
“A nossa primeira preocupação seja a nossa santificação. Ai de nós se não nos tornarmos santos! Lembrem-se que para santificar é preciso ser santos. Nós nos santificaremos vivendo o espírito puro e genuíno da Obra. Nenhuma provação externa, nenhum inimigo poderá destruir a nossa Obra. E se alguém tentar destruí-la os anjos de Deus defenderão essa Obra. Só eu posso arruinar esta Obra. Que responsabilidade!” (CARTA LXV aos religiosos. Verona, 8 de setembro de 1949).
“Devemos ser nós mesmos, sobretudo, a mortificar-nos, antecipando-nos à mortificação que vem do alto. Guerra, guerra ao pecado!” (CARTA LXX aos religiosos. Verona, 18 de novembro de 1951 – A. S.).
“Nós gostamos muito de referir-nos às nossas obras com o lindíssimo nome de “Casas do Senhor”. Como poderiam ser tais se nelas existisse o pecado? Pelo amor de Deus, procurem, procuremos todos fazer uma guerra contínua ao pecado. Se por infelicidade viessem a cometê-lo, imediatamente o tirem do seu coração com a contrição e com a confissão; que todos e cada um digam sempre ao pecado: daqui não se passa!”( CARTA LXXII aos religiosos. 28 de dezembro de 1951).
“Se realmente todos nos decidirmos a viver cristãmente, oh, então sim, o mundo mudará e os tempos serão melhores! Com a graça de Deus também as coisas materiais da terra irão para o seu devido lugar e teremos paz, enquanto que se vivermos como inimigos de Deus e no pecado, tudo irá mal e tudo será confuso” (CARTA LXXIV aos religiosos. 2 de março de 1952).