Morre o Cardeal D. Eugenio Sales

Na noite de segunda-feira, aos 91 anos, morreu o cardeal D. Eugenio de Araujo Sales, segundo veiculado pelo site da Arquidiocese do Rio de Janeiro.

Arcebispo emérito, D. Eugenio morreu de causas naturais na residência Assunção, sua casa, no Sumaré, em casa, no Rio de Janeiro.

O mais antigo cardeal da Igreja Católica, segundo a arquidiocese carioca, D. Eugenio faria 69 anos de sacerdócio, sendo 43 somente de cardinalato.

O enterro está marcado para as 15h desta terça-feira, na catedral da cidade. O velório será no mesmo local, mas ainda não tem hora marcada.

Em 67 anos de vida dedicada à Igreja, o cardeal foi rotulado tanto como líder conservador quanto “bispo vermelho”, por ter, no início do sacerdócio, ajudado a criar os primeiros sindicatos rurais no Rio Grande do Norte.

Um capítulo importante da vida de Dom Eugenio remonta à ditadura, quando atuou de maneira silenciosa, abrigando mais de 4 mil pessoas perseguidas pelos regimes militares do Cone Sul, entre 1976 e 1982.

Natural de Acari, no Rio Grande do Norte, Dom Eugenio chegou a ter o nome cogitado entre os candidatos a Papa, depois da morte de João Paulo I.

Em comunicado, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, decretou luto oficial por três dias.

Biografia

Nascido no município de Acari (RN), em 8 de novembro de 1920, Dom Eugenio foi nomeado arcebispo da arquidiocese fluminense pelo papa Paulo VI em 1971 e ocupou o cargo por 30 anos.

Sales recebeu a ordenação como sacerdote em 1943 por Dom Marcolino, na antiga Catedral de Nossa Senhora da Apresentação, em Natal, capital do Rio Grande do Norte. Em 1962, foi nomeado administrador apostólico de Natal, função que exerceu por dois anos. Já em 1968, recebeu o título de arcebispo de Salvador, na Bahia, pelo papa Paulo VI.

Em março de 1969, o papa comunicou a escolha de Dom Eugenio para o Colégio Cardinalício. Durante o Consistório, ocorrido entre o final de abril e início de maio do mesmo ano, torna-se cardeal.

A história da participação sem alarde do arcebispo foi contada, 30 anos depois, pelos principais meios de comunicação.


Fonte: Zero Hora