Psicólogo explica porque os sacerdotes são felizes

Os sacerdotes católicos são cerca de 413.000 no mundo. Como é a vida deles? Eles são felizes?

São perguntas feitas não exclusivamente por curiosidade, mas muitos as fazem por necessidade de saber realmente, muitas vezes até pra orientar-se pessoalmente na escolha de sua vocação, de seu futuro.

O sacerdote Stephen Rossetti escreveu um livro que procura responder esta questão fazendo uma outra pergunta que vem dar título a seu livro recente: “Por que são felizes os sacerdotes?”.

Ele afirma que “Todos os estudos, e não só aqueles realizados por pessoas da Igreja, mas estudos também feitos por pessoas de fora dela, refletem que o índice de felicidade entre os sacerdotes é muito alto, cerca de 90% maior que entre os leigos”.

Para escrever seu livro, Dom Stephen Rossetti fez sua própria investigação. Além de ele ser sacerdote por mais de 30 anos, ele é também psicólogo e professor. Tendo, Inclusive, trabalhado no exército dos Estados Unidos.

Ele diz que sacerdócio e felicidade estão muito relacionados entre si: “o Sacerdócio reúne os elementos essenciais da felicidade. Primeiro, os que têm Fé tendem a ser mais felizes. Ao contrário da ideia ateia, a Fé ajuda, traz um sentido e um propósito e permite que Deus entre em sua vida”.

Stephen Rossetti fala também dos benefícios que trás a vida social e o ser parte de uma comunidade onde vive-se livremente a Fé.

“Eles podem estabelecer relacionamentos? Ter amigos? Podem construir uma comunidade de Fé? Os sacerdotes de hoje em dia necessitam ser como João Paulo II recomendava: ‘homens de comunhão’”.

Para o sacerdote e psicólogo, uma vida feliz não é necessariamente uma vida sem dificuldades. Como em cada vocação, existem dias melhores e piores.

Stephen Rossetti esclarece ainda que a imagem do sacerdote oferecida pela maioria dos meios de comunicação não corresponde à realidade. “Desgraçadamente, diz Dom Rossetti, a ideia mais propagada do sacerdócio é de que ele seja algo negativo, infeliz, ilhado, disfuncional. E isso, realmente, não é verdade”. (JSG)